Convergências. Talvez esta seja a palavra que melhor define a segunda edição do AL, que  ora lhe apresentamos, e na qual se entrelaçam as ligações entre Brasil, Portugal e Itália e suas literaturas.

Nela teremos artigos sobre Machado de Assis e Eça de Queirós, sobre os quais muitas e muitas vezes se disse que só não foram reconhecidos como dois dos principais escritores da história por escreverem em português. Mas teremos também José Saramago, que desmentiu estas afirmações ao ganhar respeito em todo o mundo  – e o Nobel de Literatura – escrevendo em nossa língua. E que, no livro analisado nesta edição, escreve sobre o que teria acontecido a Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, na sua volta a Portugal após anos vivendo no Brasil.

Teremos também artigo sobre Antonio Tabucchi, um dos principais escritores italianos contemporâneos, que considera Portugal sua segunda pátria – e que apaixonou-se pela língua portuguesa ao ler Fernando Pessoa.

Em italiano, a matéria Dove va la lingua italiana, e a entrevista com Brunello De Cusatis, que também apresenta um artigo, em português, sobre o ensino, na Itália, da língua portuguesa e das literaturas brasileira e portuguesa.

Entre outros escritores brasileiros analisados, Monteiro Lobato, que não apenas re-inventou a literatura infantil brasileira, como trouxe a ela elementos e personagens da literatura universal.

Osman Lins, Cecília Meireles, Umberto Eco, O Renascimento, a influência da literatura portuguesa na efervescência cultural cearense do século XIX, a capoeira e suas influências, também são analisados.

Marcelo Coelho escreveu que, ultimamente, parece não importar que determinada publicação seja lida, mas que tenha sido publicada no prazo. Esperamos que esta edição ajude a comprovar o contrário. Que seja lida, contestada, discutida. E que cada leitor, como já dissemos no editorial do primeiro número, se sinta gratificado após a leitura do que vai aqui publicado.

Boa leitura!